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quarta-feira, 25 de abril de 2018


Oficina de Desenho de Acessórios

Objetivo

Preparar o aluno para identificar o público-alvo, realizar pesquisas de mercado e de tendências, planejar coleções de moda de acordo com seu público, programar compra de tecidos e aviamentos.

Público Alvo
Profissionais da área de moda (estilistas, consultores, donos de confecções), alunos de cursos de design de moda e designers de produto, assistentes de estilo, estilistas, confeccionistas

Material Didático/Apoio | Caderno e PDFs

Metodologia: Construtivista - Aulas teóricas, expositivas e práticas
Construtivismo significa a ideia de que, nada, a rigor, está ‘’pronto, acabado’’, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado em nenhuma instância, como algo “terminado”.
Exercícios em todo o decorrer do Curso.

Certificação
De acordo com a Lei nº 9.394 – Diretrizes e Bases da Educação Nacional -  Educação Profissional de Nível Básico, que é uma modalidade de educação não-formal, destinada a proporcionar ao profissional que deseja adquirir conhecimento para se atualizar, qualificar.  O certificado  serve para  desenvolvimento de  ações, durante a formação acadêmica, conhecidas como “horas complementares”.  A Certificação é fornecida com 75% de presença e apresentação dos trabalhos em portfólios.             


UNIDADES

NITERÓI-RJ    
Niterói-Rj|Torre do Niterói Shopping
Tel: (21) 2613-5138 – W.APP:  98275-6647
INVESTIMENTO / FORMA DE PAGAMENTO

Valor do Investimento| R$ 3.504,00
Forma de Pagamento  |  Matrícula  R$ 584,00 ( em dinheiro ) + 5 mensalidades de R$ 584,00 no Cartão de Crédito
Forma de Pagamento  |  À vista, 15% desconto: R$ 2.978,40 ( em dinheiro e/ou Ted/Doc )
Dia | Sábados | Horário | 9h-18h
C. Horária | 32 horas


PARTE I - ATIVIDADES DE APOIO
Visitas aos Shoppings
·         Estudo/Pesquisa da Linha do Tempo da Moda em Power Point
·         Estudo de todos os Estilos  Femininos (Universais)  – Em  Power Point
·         Estudo dos Shapes das bolsas e sapatos icônicos Feminino– Leitura/Interpretação do desenho técnico, através de fotos (prancha de colagem) Power Point

PARTE II –CROQUI DE ACESSÓRIOS – BOLSAS E SAPATOS

MÓDULO I
Apresentação
Tipos de Desenho (Croqui, Moda, Ilustração e Técnico)
Tipos de Bolsa e Sapatos, enquanto formas geométricas.
Perspectiva Básica
EXERCÍCIO: Desenho de perspectiva.

MÓDULO II
Correção e dúvidas. Cores. Círculo Cromático.
Cores quentes, frias e neutras.
EXERCÍCIO: Fazer uma pesquisa referente às cores quentes, frias e neutras.
Desenho de perspectiva.
Desenvolver duas ideias(briefing) de bolsas para apresentação na última aula.
Texturas – Matelasse, couro, tiras,vinil, pelos, pele (escamas, cobra, crocodilo, avestruz).
Aplicação nas bolsas.

MÓDULO III
Ficha Técnica

Revisão e correção dos exercícios.
Estampas – Onça, zebra, poá, listras, xadrez. Aplicação nas bolsas.

EXERCÍCIO: Aplicação das texturas e estampas nas bolsas.
Desenvolvimento das bolsas da próxima aula.
MÓDULO IV
Revisão e correção.
Trabalho final, elaboração de duas pranchas em formato A4 apresentando cada uma: Com 5 bolsas em desenho de croqui, 5 Sandálias, 5 Sapatos
MÓDULO V
5ª Aula- Apresentação dos trabalhos em Portfólio


 ALGUNS  DEPOIMENTOS 
 “O método do Instituto Milano de Moda é bastante atual. Turmas pequenas, atendimento personalizado e bastante flexibilidade para adaptar a proposta de trabalho ao grupo. A professora é ótima, de uma forma simples, é contagiante! Neucileia Layola Porto - Lucitex Confecções Ltda – Nova Friburgo - leia@lucitex.com.br 

“É um excelente Curso para aqueles que desejam conhecer mais a fundo as técnicas de Planejamento de Coleção. A Professora é capacitada e com grau de experiência e o ambiente das aulas bem favorável ao aprendizado. O Curso é muito rico e apresenta ferramentas fundamentais para o Planejamento de Coleção, utilizando as ferramentas corretas, seguindo as tendências da Moda.
A técnica de croquis é muito importante neste segmento e poucos são os que têm a oportunidade e habilidade para estar trabalhando com esta ferramenta, e esse Curso de Planejamento de Coleção também apresenta em seu conteúdo esta técnica, possibilitando a criação de moda por meios de desenhos.
Em geral o curso tem sido muito útil, pois tenho trazido para minha Confecção as técnicas aprendidas que tem auxiliado na criação de produtos inovadores, contribuindo para o crescimento e aumentando a competitividade da minha empresa junto ao mercado.
Indico o Curso de Pesquisa, Desenvolvimento e Planejamento de Coleção do Instituto Milano de Moda  a todos que desejam aperfeiçoamento e crescimento pessoal ou empresarial no ramo de Moda.” Ex-aluna, Empresária Jucimara Gruber Fontana- Guifany de Nova Friburgo- jucigruber@hotmail.com 


“Foram uma das experiências mais gratificantes que já vivi!
Foi muito bom e prazeroso o período em que passamos juntos em sala de aula, vou sentir saudades.
Um Curso que abriu meus horizontes para criar a minha própria coleção!
Maravilhoso! Não tenho palavras para expressar a gratidão.
 Dilcilene Sarlo – Ex-aluna de Modelagem Industrial Plana, Moulage Avançado, Fashion Buyer, Fashion Design.”  - dilcilenesarlo@yahoo.com.br


"O Curso de Planejamento de Coleção e Desenho de Croqui  do Instituto Milano, me ajudou a descobrir o que eu realmente queria para minha vida. Impulsionou minha carreira e me ajudou a descobrir novas técnicas, abrindo um leque de oportunidades que antes deste, eu nem imaginava que existia!
Técnicas atuais, professores graduados e dedicados, que dão tudo de si para que seus alunos saiam do Curso preparados para o mercado de trabalho como profissionais classificados.
Recomendo à todos que desejam ingressar no mundo da Moda, que façam um dos cursos do Instituto Milano de Moda, pois essa é uma experiência agradável e instrutiva, como nunca presenciei em outra instituição." Cris Borher - Designer de Moda. Ex-aluna do Curso de Planejamento de Coleção e Desenho de Croqui na Unidade de Niterói-RJ. - cristendresse@hotmail.com  

As aulas me fizeram aprender muitas coisas e tornar-me uma pessoa com um pouco mais de bagagem para minha vida.
Agradeço ao Milano, a ajuda e paciência para que eu pudesse vencer mais esse desafio que não imaginava que fosse capaz de alcançar.
Aprendi coisas que vão ser muito útil para meu trabalho. Obrigada por ter enriquecido nossos dias de aula com muito respeito, carinho, dedicação e alegria. Passar esses meses nesse curso  foi muito bacana pra mim!  Adoooooorei!!!!!!!!!!!!  Empresária Rosinete Bergueronte, Ex-aluna da Unidade de Niterói-RJ– rosi.oed@terra.com.br  

Editorial
Hoje, mais do que nunca, falar em profissões do mercado de moda é ir muito além das atividades mais conhecidas como a de modelo e estilista.

A diversificação das profissões relacionadas à moda é diretamente proporcional ao destaque desta indústria no Brasil e no exterior.

A moda é hoje uma das indústrias mais importantes do Brasil e é a segunda maior empregadora do país, sendo superada apenas pela construção civil.

A indústria da moda conta hoje com uma gama diversificada de profissões em que a formação adequada é o diferencial com relação a quem realmente se destaca neste mercado em crescimento, ao invés de ser por ele superado.  

É verdade que até não muito tempo atrás o sucesso no mercado de moda se fazia principalmente pelo empenho e criatividade de profissionais autodidatas. Atualmente, mais que empenho e criatividade, a qualificação profissional é o pré-requisito para ser um profissional bem-sucedido da moda.

Mas quais são os profissionais que fazem a moda hoje ao lado de modelos e estilistas?  Do desenho do estilista até a peça final usada pela modelo, vários são os profissionais que alinhavaram os elos da cadeia produtiva da moda. Vários profissionais terão, por exemplo, modelado, cortado e costurado os tecidos vestidos pela modelo como produto acabado.

Outros tantos profissionais são responsáveis por fazerem as roupas e acessórios chegarem às lojas para os consumidores finais, passando evidentemente pelos desfiles e campanhas publicitárias. Há ainda aqueles profissionais que tratam de moda em publicações especializadas, como os jornalistas, fotógrafos e assessores.

Enfim, a moda é mesmo um universo – só não há lugar para o amadorismo!”

Equipe Milano de Moda!
Edna Fernandes
Maressa Breder
(21) 3046-2733 – 2613-5138
(21) w.app  9.8275-6647
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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Portugal sustentável atrai o Reino Unido

Os consumidores estão cada vez mais interessados em produtos com valores de ética e sustentabilidade e, para os britânicos, a imagem do mercado nacional é positiva.
O mercado britânico continua a atrair as atenções da indústria têxtil e vestuário portuguesa e nem o Brexit esfriou as relações entre empresas dos dois países. E, com a crescente tendência de aposta na sustentabilidade, Portugal é cada vez mais um fornecedor que faz sentido para o Reino Unido.
Julie Driscoll
«Quando pensamos em Portugal é de forma positiva e pode dizer-se que os fornecimentos são sustentáveis, transparentes e com processos de produção éticos», afirmou Julie Driscoll, da Ascential, responsável pela feira Pure London, durante a conferência «O retalho no mercado do Reino Unido e o segmento de sourcing de vestuário», organizada pelo CENIT em parceria com a Anivec. 
Apesar da tendência cada vez maior nesse sentido, Julie Driscoll garantiu aos empresários presentes que não era preciso entrar em pânico se toda a cadeia de aprovisionamento não for ética, «porque agora temos um mantra: um passo de cada vez. Mais e mais diretores de sourcing estão a trazer as compras para a Europa. Marrocos e Turquia são rivais, mas eu acredito que Portugal tem uma história a contar que esses países não têm», salientou.
Helena Fernandes e Inês Castelo-Branco
Helena Fernandes, da Câmara do Comércio Luso-Britânica (CCLB) deu conta do grande apetite deste mercado por roupas novas. 
«A moda, para eles, é um mercado inovador. Gastam em média acima de 100 euros por mês em vestuário, sendo que mais de metade não é usada, mas eles gostam, mesmo assim, de mudar. Uma parte destas pessoas que deitam fora é por nódoas, querem libertar espaço», referiu. 
Também da CCLB, Inês Castelo-Branco detalhou que «o luxo será talvez um sector interessante de explorar. Há marcas que olham para Portugal para produzir», mas alertou para a necessidade de disponibilizar mais informação e ser mais transparente, para fazer face às preocupações das marcas e dos consumidores.
Miguel Rodrigues
Do lado das empresas portuguesas, o mercado britânico não é nenhuma novidade e nunca esteve em causa, mesmo com a turbulência do Brexit. Miguel Rodrigues, executivo do grupo Otojal, da área da estamparia, adiantou que é normal «o cliente questionar-se onde é que as coisas são feitas, se o são com ética, se são sustentáveis. Este movimento não é de agora, mas está a intensificar-se. E vai ser como quando o pelo desapareceu das marcas e só demorou três ou quatro seasons».
Paulo Faria
Paulo Faria, diretor comercial da Paula Borges Confecções deu conta da experiência da empresa no mercado britânico onde está a operar «há 20 anos». E salientou que «não basta dizer que somos os melhores se não formos de facto os melhores. É uma grande responsabilidade, porque ao mínimo erro eles não perdoam». O gestor defendeu que o negócio «tem que dar dinheiro e o mercado de luxo foi uma opção que tomámos há 10 anos. Fazemos quantidades mais pequenas, com valor acrescentado, e, se antigamente só se falava de preço, hoje os clientes nem perguntam».
Pure London abre espaço para produtores
A Pure London lançou este ano o espaço Origin, para que quem produz consiga estar em contacto direto com os decisores que visitam a mostra. Myriam Carnot Osborn, da equipa de Londres da feira, revelou que o projeto teve início este ano, em fevereiro. «Era tempo de lançarmos este evento de sourcing, o negócio mudou, os consumidores são mais eticamente conscientes e querem saber onde é que vem os produtos», explicou.
Myriam Carnot Osborn
A organização espera que quem se dedica à confeção aproveite a presença de 800 marcas de todos os segmentos para mostrar aquilo que consegue fazer em termos de produção. 51% das pessoas que foram à Pure London visitarem a Origin, adiantou a responsável. Entre as iniciativas deste certame, que irá regressar em julho, está uma passerelle e um programa de compradores VIP, que acompanha os interessados em conhecer parceiros de negócios na feira. «Já temos portugueses, mas queremos ter o maior número de países possível», afirmou Myriam Carnot Osborn.
Julie Driscoll revelou os principais segmentos de compradores que poderiam interessar às empresas portuguesas e realçou o papel das lojas «indie» que estão a conquistar Londres e que querem produtos originais, em séries mais pequenas. E aí as marcas portuguesas estão bem posicionadas. «Somos uma nação de lojistas, somos resistentes, mas agora os consumidores que costumavam ser fiéis a uma marca mudam constantemente», alertou a responsável. E isso é algo que exige rapidez na produção e capacidade de adaptação, duas das marcas da produção portuguesa.
https://www.portugaltextil.com/portugal-sustentavel-atrai-o-reino-unido/

SMBM fia internacionalização

Depois de duas importantes estreias na estação passada – na lista de expositores da Première Vision Yarns e no calendário de desfiles do Portugal Fashion graças à parceria com Susana Bettencourt, a SMBM ingressou na escola de francês para falar com os novos mercados. 
Agora estreita laços com a Unis Textile Design Studio.
Ainda que Espanha continue a ser o seu principal destino de exportação – que representa atualmente 10% das vendas –, o salto da internacionalização da SMBM, com a entrada na Première Vision Yarns em setembro último, pousou-a em novas geografias. «Tivemos dois contactos que funcionaram muito bem. Um com uma empresa francesa e outro com uma empresa canadiana. Para França é relativamente próximo, mas, mesmo para o Canadá, conseguimos fazer o desenvolvimento, o cliente aprovou-o e fez a encomenda, recebeu a encomenda e tudo funcionou muito bem», revela o CEO Bernardino Andrade, acrescentando que, ao destes, se somou o interesse da Holanda e da Alemanha.
Para se manter atrativa, edição após edição, Bernardino Andrade acredita que a oferta da SMBM deverá continuar a incluir a ecologia. «Percebe-se [na Première Vision] que há uma tendência muito grande na procura de produtos ecológicos, certificados. Estamos agora em processo de certificação para o Global Organic Textile Standard (GOTS) e para o Organic Content Standard (OCS). Estamos também no processo de certificação Made in Green by OEKO-TEX com o Citeve. E é uma vertente que, provavelmente, ganhará ainda mais força na próxima edição», afirma, adiantando que está a ser preparado um catálogo específico com artigos «mais amigos do ambiente, sem pegada ecológica e com responsabilidade social». Reunindo estes critérios, em 2018 a SMBM espera crescer para os 15% a 20% na exportação, segundo o CEO.
Lado a lado com a ecologia, nos corredores da fiação desfila a moda. No ano passado, com a marca Fifitex, a SMBM tornou-se a fornecedora oficial de fios da designer Susana Bettencourt, numa parceria que continuará a ser fiada nas próximas estações. «A Susana [Bettencourt] tem estado a trabalhar de perto connosco, apesar de estarmos nos extremos opostos da cadeia. A parceria resultou porque ela conhece bem a indústria», reconhece Bernardino Andrade. Privilegiando, além do algodão que é transversal a toda a coleção, matérias-primas nobres como a caxemira e a seda, a coleção “Color On The Shadows”, dedicada à primavera-verão 2019, foi também desenvolvida com a designer. «Quando os clientes veem os nossos catálogos conseguem ter a perceção de que há um trabalho de base, de estudo de tendências», destaca o CEO, asseverando que é precisamente aí que reside a diferenciação da SMBM.
Esta semana, a empresa confirmou a nova colaboração da marca Fifitex, desta feita com a Unis Textile Design Studio. atelier de design têxtil sediado em Guimarães.
«Somos oficialmente fornecedores de fio para a Unis Textile Design Studio», avança a SMBM. «A moda não nos larga e nós não largamos a moda, desta vez os nossos fios vão para a área têxteis-lar. Área que esteve sempre presente nos desenvolvimentos dos nossos fios, agora será pensada e criada em conjunto com a nossa mais recente parceria. Será mais um projeto desafiante, com visão na inovação e destaque na diferenciação no que diz respeito ao design do produto», pode ler-se no comunicado da empresa.
Para suportar o processo de internacionalização, no ano passado os investimentos da SMBM aconteceram de dentro para fora. «Houve um investimento em termos de layout do edifício com a criação de um showroom, que não tínhamos, no final do ano», explica Bernardino Andrade, falando de uma injeção global de capital na ordem do meio milhão de euros.
Dispondo de um efetivo de 95 pessoas e com 2017 fechado na ordem dos 3 milhões de euros, a SMBM tem a produção – que ronda as 100 toneladas mensais em contínuo de anel e 12 toneladas mensais em open-end – distribuída pelo sector malheiro (75%) e pela tecelagem, tapeçaria e têxteis-lar (25%).

Ela contrata ex-presidiárias e faz moda com tecido com defeito

Foi durante uma noite de insônia, assistindo a um documentário sobre moda, que Roberta Negrini, 40, decidiu mudar radicalmente de vida. Deixou para trás uma carreira inteira como executiva em empresas como Sony, Natura e Avon, para se tornar dona da Joaquina Brasil, marca de roupa que usa sobras de tecidos como matéria-prima e emprega entre suas costureiras ex-presidiárias.


Ela investiu R$ 1,5 milhão no negócio, que foi lançado oficialmente em maio de 2017, durante a Vest Rio – feira de negócios de moda. Começou vendendo no atacado, para multimarcas.
Em dezembro, optou em vender na própria loja. Por enquanto são duas: uma na Vila Nova Conceição, em São Paulo, onde está também a produção das peças, e outra no Shopping  Iguatemi Sorocaba. Outras três estão em processo de abertura: uma no Shopping Pamplona, em São Paulo, e outras duas nos shoppings Iguatemi de Campinas e de Florianópolis.
Roberta afirma que faturou R$ 700 mil no ano passado, em sete meses de operação, e projeta R$ 2 milhões para este ano. Ela diz que ainda não tem lucro, mas espera recuperar o investimento até 2019.
Produz atualmente 2.500 peças por mês, entre shorts, saias, blusas e vestidos. As peças custam em média R$ 137 cada uma. “Nossas peças mais caras são os vestidos longos, que custam R$ 230”, diz.
Segundo ela, o valor é 50% menor do que uma peça similar de marcas como Farm e Cantão –nas quais ela se inspira.

Inspiração veio de documentário

Roberta diz que a ideia de criar uma marca de roupa que juntasse impacto social, impacto ambiental e lucro surgiu durante uma noite de insônia, enquanto assistia a um documentário sobre a cadeia produtiva da moda.

“Sempre trabalhei com consumo, muito focado na beleza, e aquele documentário me fez repensar que existe uma história por trás do produto que a gente come, que a gente consome, e que eu não tinha o hábito de pensar nisso. Isso ficou como uma sementinha”, declara.
A primeira empreitada como empreendedora foi na sequência, em 2013, logo que ela pediu demissão da Avon, no meio de uma promoção. “Comecei a trabalhar com e-commerce. Eu basicamente importava peças semiacabadas e vendia no e-commerce. Mas ainda não era o que eu queria”, diz.

Marca criada em três meses e baseada em sobras

O salto para a Joaquina Brasil surgiu quando foi convidada para participar da Feira Babilônia, no Rio de Janeiro. “Ao mandar as peças, que eram muito ligadas ainda ao mundo executivo, os organizadores disseram que elas nada tinham a ver com o Rio. Então, eu disse que tinha uma segunda marca, chamada Joaquina. Mas não tinha! Desliguei o telefone e falei com a equipe que tínhamos que criar uma marca em cinco minutos”, relata.
A partir daí passaram três meses criando uma marca baseada em propósito: um negócio que equilibrasse lucro, impacto social com o mínimo de impacto na natureza. Surgiu a ideia de produzir usando sobras de outras confecções e tecidos que são rejeitados por algum defeito.
Além de utilizar 100% de tecido reciclado das grandes confecções, especialmente do Brás, bairro tradicional de roupas em São Paulo, Roberta diz que não gera resíduo. “Nossas sobras são utilizadas por artesãos do Brasil inteiro que produzem anéis, bolsas e pulseiras, por exemplo. Compramos toda a produção deles e vendemos na loja.”

Contratação de ex-presidiárias

O segundo passo, contratar ex-presidiárias, veio de um encontro, no ano passado, com um conhecido do AfroReggae, ONG que tinha um programa chamado Segunda Chance. O projeto deu certo e acabou migrando para o Responsa, coordenado por Karine Vieira, ela mesma uma ex-presidiária.

Hoje, a Joaquina Brasil tem uma equipe de 21 funcionários, sendo 11 na produção. Dessas, sete são ex-presidiárias. A empresa acabou de receber uma concessão: usar o trabalho de detentas que ainda estão no presídio do Butantã, em São Paulo. “Temos 20 posições, e isso veio como um presente, pois a grande dificuldade é alinhar a minha velocidade de produção com a capacitação para atender a demanda das lojas que estamos abrindo”, diz Roberta.
A concessão prevê profissionalizar essas mulheres, que ao sair da cadeia terão a oportunidade de serem empregadas na Joaquina Brasil. Enquanto estão encarceradas recebem um salário mínimo.
“É um sentimento transformador. Porque eu sinto que eu estou fazendo algo que impacta em toda a família dessas egressas, e não apenas nelas. Essa bomba de autoestima que a gente gera para essa mulher traz benefício para a gente também”, declara.

Modelo pode servir para outras empresas sustentáveis

Bruno Zamith, consultor do Sebrae-SP, avalia a Joaquina Brasil como um caso de sucesso, por oferecer ao cliente mais do que moda. “A tendência que a gente vê no varejo, especialmente de moda, é que o cliente não quer mais apenas consumir. Ele quer ter uma experiência de compra, e a Joaquina oferece isso de várias maneiras”, afirma.
Cita entre elas a sustentabilidade tanto da utilização da matéria-prima quanto da produção, ao mesmo tempo em que desenvolve a mão de obra com um apelo social, contratando ex-presidiárias que “dificilmente” teriam outra chance. “Não é fácil para essas mulheres serem absorvidas pelo mercado de trabalho quando ganham liberdade”, afirma.

Ele também destaca o fato de a marca desenvolver peças com modelagem e estampas próprias. “É uma situação que cria uma barreira muito grande para outros concorrentes. A marca fica num posicionamento de mercado muito melhor”, diz. “Esses exemplos podem ser usados como referência para que um negócio de moda seja bem-sucedido”, afirma o consultor.
Entre os pontos de atenção –para a Joaquina e qualquer outra marca de moda–, Zamith destaca a atenção aos fornecedores de matérias-primas. “Ela precisa desenvolver vários fornecedores para ter a sua demanda atendida”, diz.
Outro ponto destacado é o planejamento da produção. Ele indica um calendário de produção: saber quando começar a desenvolver as peças, quando começar a costurar, quando fechar a produção, quando entregar nas revendas. “Esse calendário é importante para a empresa não se perder no tempo e conseguir entregar para o cliente na hora certa.”